O que os filhos escondem dos pais

“5” formas de prevenir que os nossos filhos não nos escondam nada

– Estar disponível emocionalmente / abertura emocional e relacional / Foco na relação afectiva;

– Dizer “Não” quando tem que ser;

– Coloca regras e limites e pô-los em prática com firmeza;

– Dar autonomia para decidirem como resolver sob orientação;

– Deixá-los fazer sozinhos sob orientação e não serem os pais a fazem por eles. Isto para fortalecer e ajudar a desenvolver e estruturar a nível cerebral a sua capacidade de se confrontarem com as contrariedades e frustrações. Só assim os filhos se sentirão mais confiantes e mais seguros na hora de dizer “Não” aos outros;

– Afirmar a sua autoridade enquanto pais, sendo firmes no seu papel de pais, ajudando a conter e a regular o desenvolvimento cerebral dos filhos. Isto transforma a anatomia do cérebro e só assim saberão e conseguirão dizer “Não” perante os outros sempre que seja necessário;

– Proporcionar, adentro da relação afectiva, com os pais uma preparação da estruturação da personalidade para lidar com a insegurança, a auto-estima, a auto-confiança, o não ser assertivo, a imaturidade e a falta de autonomia;

– Dar aos filhos a oportunidade de aprender treinando e experimentando na vida real a relação com os outros para gerir frustrações e agressividades;

“5” sinais para identificar que algo se passa com o filho

– Tristeza súbita

– Isolamento

– Alteração nos comportamentos habituais

– Absentismo escolar / Baixa do rendimento escolar

– Medo e insegurança inexistentes

– Auto-agressão

– Sintomas psicossomáticos não presentes anteriormente

– Auto-desvalorização

– Entre muitos outros

“5 soluções” para ajudar os pais a resolver

– Os pais mostrarem-se emocionalmente disponíveis, com abertura para o diálogo para que o filho se sinta acolhido para falar;

– Valorizar as qualidades do filho e não criticar nem discriminar;

– Demonstrar que o filho não é culpado pelas agressões sofridas;

– Não minimizar o problema: ouvir o filho;

– Fazer queixa nas entidades envolvidas;

– Capacitar o filho a defender-se e a saber como reagir quando for confrontado com uma situação de bullying

– Proteger e orientar o filho: dizendo que não haverá nenhum problema ao contar o que lhe está a acontecer. Orientar o filho a saber com quem falar nessas situações;

– Ajudar o filho a pensar em formas de reagir quando é gozado pondo em prática role-plays com formas de responder. Dizer ao filhos como agir.

“5 formas do filho agir perante uma situação de bullying

– Ignorar o “bully” sempre que for possível;

– Afastar-se ou ir-se embora, se puder;

– Dizer ao “bully” para parar em voz alta. Ou seja, dizer-lhe “Não!”. Ainda que sinta medo deve falar e agir com confiança;

– Pedir ajuda aos amigos e colegas ou a quem estiver a passar por ali;

– Tentar não se emocionar;

– Não responder também ele com bullying;

– Contar o que aconteceu a um adulto, por exemplo a um professor, aos pais ou a um auxiliar.

Sílvia Pereira, Dra, 2019

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Silvia Pereira

Sou a Sílvia Pereira, Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta e Diretora Clínica, com um percurso marcado por décadas de prática clínica, investigação e formação contínua, a nível nacional e internacional.

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